transbordar
da mesma forma; uma roupa feita, sob medida, para não caber.
aonde estão?
aonde estavámos mesmo? ah é, perdidos. escute, isso não é um carro?
dê um tempo para seus ouvidos se acostumarem. não há nada aqui além das árvores e do riacho. não invente carros para atrapalhar nosso pique-nique.
não se preocupe, atropelaremos elas.
cadê o champagne?
putz, tirei da geladeira e as formigas levaram...
o que você pensou para o ano que vem?
imaginei um grande unicórnio obrigando as pessoas a falarem mais alto, quase gritarem.
pois é, e os meus cadarços, que deram para duvidar do sol entre os prédios?
a semana entre o natal e o ano novo não te parece aquele buraquinho, entre o fogão e o forno?
onde brotam os pedidos?
isso mesmo... um mundo sem formigas...
havia um clima de pirataria no ar. com a suspeita da autenticidade da obra e as ressalvas usuais para circunstâncias como aquela. vernisages e lançamentos, homem ao mar, prancha e tubarões. o velho esquema: uma gota de sangue dirá tudo. e não é que somos todos cartomantes de alguma vontade de futuros, como se pudéssemos prevenir as desgraças com panos bem quentes, quase como uma recepção calorosa das tempestades e dos desvios de rota. como se perder em uma ilha deserta e dar-se conta da pergunta se são autênticos os pensamentos. afinal de contas, esses substantivos todos têm que pertencer a alguém?